O DIREITO Á INDIGNAÇÃO
Como candidato de PSD á freguesia da Arrentela prometi, em conjunto com a equipa que me acompanha, uma politica de ideias e medidas, pela positividade e sempre na defesa dos interesses dos cidadãos da Arrentela.
Mesmo que o eleitorado tenha concedido nova maioria absoluta á CDU, tal decisão não feriu os princípios que me levaram a candidatar-me e as promessas de lutar por melhor qualidade de vida para os arrentelenses, mesmo sabendo que a CDU não iria facilitar esse trabalho.
Não contei porém, facto que passará ao lado da maior parte do eleitorado, é que a CDU levasse o seu sectarismo ao extremo, rejeitando qualquer proposta válida que o PSD Arrentela tem apresentado nas três sessões de Assembleia já realizadas.
Assim, as Assembleias de Freguesia já realizadas têm decorrido sob o signo da incompetência e do sectarismo.
Da incompetência, pois para todas as propostas apresentadas, sob moção, pelo PSD, a senhora Presidente de Junta e o executivo que a acompanha têm-se declarado incompetentes para as apreciar.
Do sectarismo pois, apesar da validade e interesse dos assuntos apresentados, que diga-se, têm merecido em geral a concordância, na fase de discussão, da bancada da CDU, são reiteradamente chumbadas pelo simples facto de terem sido apresentadas pela oposição.
Sendo impressionante a complexa formatação intelectual dos eleitos da CDU, qual sinopse do “macaco cego, surdo e mudo”, às ideias da oposição, é chocante que tais complexos ideológicos sejam prioridades face á defesa dos interesses dos seus eleitores.
Assim, propostas como a reposição da legalidade quanto ao pseudo mercado das Cavaquinhas, a reposição da qualidade dos pisos das vias rodoviárias da freguesia, o combate ao desperdício e a implementação de energias alternativas nos espaços públicos e sua comparticipação junto das colectividades da freguesia, foram rejeitadas pela CDU na linha do ódio ideológico enraizado pelas ideias de partidos da direita e do centro.
Quanto á incompetência da junta, a mesma que contra os princípios da justiça e equidade social e da defesa dos interesses dos trabalhadores premeia tão só três trabalhadores num universo de três dezenas, merece tão só um comentário de mediocridade e submissão.
Habituou-nos a CDU a, iludindo o eleitorado, propagandear ao extremo e às custas dos contribuintes, o seu plano de actividades, em que, a simples tarefa de sacudir um tapete deverá constar nas Grandes Opções do Plano.
Porém, no caso do executivo da junta de freguesia, se o tapete ficou mal sacudido a mesma nada tem a ver com isso, uma vez que a competência de sacudir tapetes pertence á CM do Seixal ou ao governo.
Senhora Presidente, os eleitores votaram para a Assembleia de Freguesia para eleger um executivo que, junto de quem for e pelos meios mais firmes, defenda na integra a totalidade dos seus interesses e não apenas que lhes vele pelas campas ou pelos passeios e bermas.
Assim, deixando de lado a submissão vexatória ao executivo camarário e as campanhas demagógicas contra o poder central, faça um esforço para corresponder ao voto que lhe foi concedido.
Manuel Soares Silva
PSD Arrentela